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Quanto cobrar como gestor de tráfego freelancer

A conta do preço mínimo para o gestor de tráfego freelancer ou iniciante — e como atender mais clientes sem vender mais horas.

Por Carlos de Oliveira
Imagem de capa do artigo: Quanto cobrar como gestor de tráfego freelancer

“Quanto cobra um gestor de tráfego iniciante?” é uma das primeiras dúvidas de quem começa a atender clientes sozinho. A resposta que mais circula — “depende” — é verdadeira, mas não ajuda ninguém a fechar a primeira proposta. Este artigo mostra uma conta simples para chegar ao seu preço mínimo, o que deve entrar nesse preço e por que vender só hora coloca um teto no quanto um gestor de tráfego freelancer consegue ganhar.

Por que cobrar por hora trava o freelancer

Quem vende hora tem um limite físico: o dia tem as mesmas horas para todo mundo. Cada cliente novo traz mais conta de anúncios para acompanhar, mais relatório para montar e mais mensagem no WhatsApp para responder. Chega um ponto em que pegar o próximo cliente significa trabalhar à noite ou entregar pior para os que já estão com você.

Há um segundo problema, menos visível: o preço do começo gruda. Quem fecha os primeiros contratos muito barato para “ganhar portfólio” descobre depois que subir o valor de um cliente antigo é difícil. Por isso vale fazer a conta antes da primeira proposta, não depois.

A conta do preço mínimo, passo a passo

O preço mínimo é o valor abaixo do qual o cliente custa mais do que paga. Para chegar nele, são quatro perguntas:

  1. Quanto você precisa receber por mês, já descontado o que vai para a sua vida pessoal.
  2. Quanto custa trabalhar: ferramentas, contador, impostos, internet, equipamento e uma reserva para os meses fracos.
  3. Quantas horas do mês são realmente faturáveis. Prospecção, estudo e reunião que não vira contrato também ocupam o seu tempo, e ninguém paga por elas diretamente.
  4. Quantas horas cada cliente consome por mês: rotina da conta, relatório, reunião e atendimento.
Exemplo hipotético: do custo do mês ao preço mínimo por cliente (troque pelos seus números)
ItemValor do exemplo
Quanto você quer receber no mêsR$ 6.000
Custos para trabalhar (ferramentas, contador, impostos, reserva)R$ 1.500
Total que o mês precisa pagarR$ 7.500
Horas faturáveis no mês100 horas
Preço mínimo da hora (R$ 7.500 ÷ 100)R$ 75
Horas que um cliente consome por mês12 horas
Preço mínimo por cliente (R$ 75 × 12)R$ 900 por mês

Os números da tabela são só um exemplo para mostrar a conta — os seus custos, a sua cidade e o seu nicho mudam tudo. O que importa é o método: com ele, você sabe qual proposta dá prejuízo antes de enviá-la.

O que entra no preço além da hora

A verba do cliente não é o seu faturamento. O dinheiro que vai para o Google ou para a Meta é do cliente e sai do cartão dele. Misturar as duas coisas na mesma cobrança confunde o cliente e deixa você responsável por um dinheiro que não é seu.

A implantação é um trabalho à parte. Configurar conversões, organizar a conta, montar as primeiras campanhas e conferir se o site registra os contatos dá mais trabalho no primeiro mês do que nos seguintes. Muitos freelancers cobram essa etapa separadamente, uma vez só.

Relatório e atendimento contam horas. Se o cliente espera reunião semanal e resposta rápida no WhatsApp, isso precisa estar na conta das horas por cliente.

Erros comuns de quem está começando

  • Cobrar só uma porcentagem da verba, sem valor mínimo. Cliente com verba pequena dá o mesmo trabalho de rotina e paga quase nada.
  • Prometer número de vendas. O anúncio traz o contato; quem fecha a venda é o atendimento do cliente. Prometa o que depende de você: a conta bem cuidada e a medição correta.
  • Começar sem medir conversões. Sem saber quais ligações e mensagens vieram dos anúncios, não dá para mostrar resultado — nem para melhorar a campanha.
  • Aceitar qualquer cliente. Um cliente cuja verba não sustenta a campanha vai cobrar de você um resultado que a verba não compra.

Como entregar mais do que a hora que você vende

A saída do teto da hora é separar o que só você pode fazer do que é rotina. Entender o negócio do cliente, montar a proposta, conversar sobre resultado e manter o relacionamento são trabalhos seus. Já a rotina diária da conta — incluir palavra-chave que trouxe conversão, negativar busca que não tem a ver com o serviço do cliente, pausar palavra que passou 30 dias sem converter — é repetitiva e pode ser feita por automação.

É esse o modelo do Programa de Parceiros da AutoAgência: você cuida do cliente, da proposta e do preço; os agentes de IA da plataforma fazem a operação do dia a dia; você paga a tabela com desconto de parceiro e a diferença é a sua margem. Quem prefere não atender ninguém pode só indicar e receber comissão. Os detalhes para quem trabalha sozinho estão na página do gestor de tráfego freelancer.

Resumo para a sua próxima proposta

  • Faça a conta do preço mínimo por cliente antes de mandar qualquer valor.
  • Separe a verba do cliente do seu honorário.
  • Cobre a implantação à parte e combine o que entra no atendimento.
  • Prometa o que depende de você, e meça as conversões desde o primeiro dia.
  • Tire a rotina repetitiva das suas horas para caber mais clientes no mesmo mês.

Este artigo é do Carlos de Oliveira, fundador da AutoAgência.